Cabe lembrar que a UHE, construída no rio Tocantins, está próxima à terra do
povo Apinajé e que os seus impactos, que devem comprometer toda a bacia do rio, afetam também outros povos indígenas, comunidades ribeirinhas e a população da região como um todo. Os pescadores de Tocantinópolis dizem que uma quantidade monstruosa de peixes mortos desce todos os dias no rio. As informações daqueles que foram até a UHE, descrevem uma quantidade absurda de peixes mortos apodrecendo no rio e em suas margens. Os funcionários da UHE retiram toneladas de peixes de grande porte que são carregados em caminhões e enterrados com a ajuda de tratores em valas aberta em áreas de acesso restrito dentro do empreendimento.
As imagens e os relatos evidenciam os
graves erros cometidos na avaliação dos impactos ambientais da UHE. As organizações indígenas da região devem solicitar a imediata suspensão das licenças da UHE. O Ministério Público Federal, FUNAI e IBAMA também devem se manifestar sobre a grave situação vivida na região.
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