A “prainha do Jacu”, área costumeira e reiterada de alagamentos, de desalojados/as e desabrigados/as, tornou-se um imenso e agitado “lago”...
A “erosão do Jacu” cresceu mais alguns metros (de comprimento, largura, profundidade) e destruiu mais outros tantos metros cúbicos de solo (barrancos que teimosamente pretendem resistir à força das águas...).
A “estradinha” ou Rua que ligava o final da Rua Pedro Alvares Cabral à “prainha do Jacu”, foi cortada, expondo assustadoramente as entranhas de um morro que “sustenta” dezenas de moradias...
No campinho da “obra da erosão” (Praça da Esperança?...), onde segundo o líder comunitário, João Luís, a Prefeitura Municipal investirá cerca de um milhão de reais, conforme a Assessora de Comunicação, Maria do Carmo, meninos jogam bola, indiferentes à chuvinha fina que
caia, no meio da manhã do domingo carregado...
Outros meninos, no alto de visão privilegiada para “a erosão, as obras, a prainha do Jacu”, soltam pipa...
Os destroços das obras se apresentam na forma de umas quarenta grandes manilhas, em meio à lama, e em dezenas de “cortes e felizmente, por ora, pequenos desbarrancamentos/deslizamentos”...
Em Açailândia, que já vive a dezenas de anos o drama de centenas de família do Pequiá de Baixo, vitimadas brutalmente pela poluição gerada pelo “progresso das siderúrgicas”; que têm dezenas e dezenas de locais erodidos e em processo acelerado de erosão, além do infeliz “Jacu” (Capellozza, Bom Jardim, Vila Tancredo/GETAT, Vila Ildemar, etc.,etc.), urge uma política habitacional, de saneamento, de ocupação do solo.
Não dá mais para continuar do jeito que está; tragédia(s) estão em formação, ainda dá tempo para evitar o pior...
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